Testes neonatais ajudam a identificar e tratar doenças

Testes neonatais ajudam a identificar e tratar doenças

A realização de exames antes que o bebê saia da maternidade pode detectar doenças precocemente a tempo de que sejam tratadas com sucesso.

Quem alerta é a pediatra Grazielle Grillo, coordenadora da Linha Assistencial Materno-Infantil da Unimed Sul Capixaba.

Ela orienta que entre os exames estão os testes do coraçãozinho, do olhinho, da linguinha e da orelhinha. E também o teste do coraçãozinho, que é realizado após 24 horas de vida do bebê.

Os outros são feitos nas primeiras horas de vida do recém-nascido – todos antes de deixar a maternidade. “Apesar da vontade de levar os recém-nascidos para casa o mais rápido possível, alguns exames precisam ser realizados no bebê nos primeiros dias de vida”.

A pediatra informa que o teste do coraçãozinho é realizado para detectar alguns tipos de cardiopatia congênita. “O do olhinho, ou pesquisa do reflexo vermelho, detecta precocemente doenças que podem comprometer a visão, como a catarata congênita. Já o teste da linguinha possibilita diagnosticar e tratar precocemente alterações no frênulo lingual (membrana localizada abaixo da língua), que podem comprometer as ações de sugar, engolir, mastigar e falar”.

Segundo ela, o teste da orelhinha é uma triagem auditiva neonatal para detectar deficiências auditivas. Graziella Grillo destaca ainda que outro exame neonatal realizado é o teste do pezinho, que identifica distúrbios congênitos e hereditários, incluindo doença falciforme, fenilcetonúria, fibrose cística, hipotireoidismo congênito e deficiência de biotinidase (enzima que regula a biotina).

“Ele é feito, geralmente, após a alta hospitalar do bebê, já que é realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida”. A pediatra pontua também que é essencial a realização dos exames de triagem neonatal, pois quando há o diagnóstico precoce, aumentam as chances de cura e complicações futuras são evitadas.

“No caso de anormalidade nos exames, os recém-nascidos passam por diagnósticos mais específicos e recebem o atendimento de médicos especialistas”.

A médica destaca que os testes são feitos à beira do leito com a família. “Caso existam alterações, o pediatra orienta, faz encaminhamentos ou solicita um parecer do especialista, de acordo com cada alteração”, explica Grazielle Grillo.

A pediatra acrescenta que na Maternidade da Unimed, em Cachoeiro de Itapemirim, há bastante sucesso com o teste da linguinha, especialmente, em casos em que a alteração chega a atrapalhar a amamentação. “O cirurgião já faz o procedimento de frenotomia e o bebê já mama melhor no mesmo dia”, afirma.

O pequeno Joaquim Agostinho Caetano, que nasceu no dia 24 de junho, foi um dos bebês que teve alteração no teste da linguinha e precisou passar pela frenotomia. Ele realizou o teste 24 horas após o parto e passou pela cirurgia no dia seguinte. A mãe, Jordana Souza Agostinho, 23 anos, auxiliar de farmácia, e o pai, o técnico em eletrotécnica Debson Caetano dos Reis, 29 anos, contaram que o filho sentia dificuldade de mamar antes do procedimento.

“Hoje, ele está bem melhor, está mamando bem. Depois que fez a pequena cirurgia, demorou somente 20 minutos para passar a anestesia”, contou a mãe.

“Os exames neonatais são bons para todo pai e mãe porque permitem descobrir cedo se há algum problema, e, quanto antes descobrirmos, melhor. Se não tivéssemos feito o teste, viríamos embora e seria bem pior; talvez, futuramente, atrapalharia até a fala dele”, completou o pai.

 

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