Foto dos trabalhos antes da pandemia.

Psicopedagoga idealiza e desenvolve projeto de incentivo à leitura

Psicopedagoga idealiza e desenvolve projeto de incentivo à leitura
Redação Dia a Dia

A pedagoga e Especialista em Psicopedagogia Roberta Gomes Medeiros desenvolve, desde 2016, o projeto Vivenciando a Leitura e o Lúdico, disponível a crianças com dificuldade de aprendizagem das escolas públicas e privadas.

A idealizadora do Vivenciando a Leitura diz que o trabalho de alfabetização e leitura desenvolvido em sua casa, no bairro Bom Pastor, que diminuiu em função da pandemia, busca favorecer a socialização de crianças com deficiência e baixa renda.

“Aqui atendemos crianças do bairro e também do Village da Luz”, relata. Segundo Roberta, o que é feito a partir do projeto é o estímulo à aprendizagem e à leitura através  de atividades lúdicas e artísticas.

Entre as atividades utilizadas para levar as crianças à leitura, oficinas de musicalização, brincadeiras e contação de histórias, destaca Roberta Gomes.

A psicopedagoga já atendeu em um espaço num endereço comercial de Cachoeiro e diz que em qualquer local em que trabalhe, usa as brincadeiras cantadas e corporais para ajudar as crianças no desenvolvimento da leitura.

“No consultório pedagógico a maioria das crianças tem alguma deficiência, então eu desenvolvo o trabalho baseado nas necessidades individuais de cada uma”, explica.

Em tempos de pandemia, Roberta conta que fez uso da tecnologia com pais e filhos e criou o Clubinho da Leitura no formato on-line para incentivar as crianças, que contaram com o apoio das famílias, que participaram ativamente das atividades.

“Esse projeto foi de extrema importância para a minha filha Gisela. Momentos de descontração , ensinamentos , viagem nas leituras de uma maneira divertida, fazendo com que minha filha interagisse mais com os outros, se comunicasse mais”, conta a mãe Cristiane Polonini de Oliveira, do bairro Estelita Coelho Marins.

Ela enfatiza que o projeto desenvolveu habilidades artísticas e educativas , fortalecendo cada vez mais tudo que a filha, que tem síndrome de down, tinha a capacidade de mostrar e evoluir.

Roberta destaca que ficou até surpresa. “O trabalho fez com que os pais se aproximassem ainda mais dos filhos. As crianças leram alguns livros e algumas até estão escrevendo suas próprias histórias”.

Outra mãe que conta a experiência positiva com o projeto “Vivenciando a Leitura” é Maria Isabel Bremide Soares, do bairro Alto Monte Cristo. A filha participou do Clubinho da Leitura on line.

“O projeto trouxe grandes avanços para a minha filha, principalmente quando se fala em aprendizado e comportamento. Yasmin tem TDHA e dislexia e só aprendeu a ler e escrever com 9 anos, graças ao trabalho que Roberta fez e faz dentro do projeto”, destaca.

Isabel diz que hoje Yasmin tem 10 anos e já faz as leituras durante os atendimentos online, em grupo e sem restrição ou vergonha por não saber fazer, e que ela mesma já tem a iniciativa da leitura, e que isso é gratificante.

“E além de todo o aprendizado desenvolvido, Yasmin está mais confiante, com autoestima, se sentido muito mais capaz. Agora Yasmin tem o desejo de escrever um livro, já se permite imaginar e contar uma história através da escrita. É muito recompensador ver toda essa evolução. Isso não tem preço, só tenho a agradecer”, comemora a mãe.

 

Voluntariado

Roberta diz que tem o apoio de profissionais voluntárias que a ajudam a desenvolver o trabalho. “A Eliane Nunes Cardoso, que é psicopedagoga clínica, me ajuda como voluntária na alfabetização das crianças”.

Segundo ela, durante todo o projeto é feito um trabalho de alfabetização com o olhar psicopedagógico e isso tem trazido bons resultados.

“Temos um rapaz autista que começou a buscar a aprender a tocar violão depois que participou da oficina. Ele já tocou umas três vezes e também já foi comigo contar histórias em escolas públicas. Ele tocava o violão e eu cantava e isso é emocionante”, enfatiza.

A psicopedagoga só lamenta que atualmente esteja com a atuação limitada, tanto por causa da pandemia quanto por falta de um espaço próprio para receber as crianças. “Mas espero que em breve possamos voltar à normalidade num local adequado”.

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